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30/12/2017 08h17

Final de ano acende alerta sobre uso de fogos de artifício

Camejo Soluções em Comunicação


Um adolescente de 16 anos está internado no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) por causa de um acidente bastante comum nesta época do ano: o uso de fogos de artifício. Ao acender o artefato, ele explodiu em sua mão e casou danos irreversíveis ao jovem.

 

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, entre 2008 e 2016, mais de 4,5 mil pessoas precisaram ser internadas para tratamento por acidentes com fogos de artifício no Brasil. No Rio Grande do Sul, 103 casos foram registrados.

 

Todos os anos, cenas como essa se repetem no HPSC. De acordo com o cirurgião plástico Márcio Castan, que desde 2009 recebe pacientes no hospital administrado pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP), apenas no Natal deste ano foram cinco casos. “As pessoas chegam aqui com quadro clínicos diversos, que podem ir desde queimaduras de 1º a 3º graus até amputação de dedo, mão ou perda de função e movimentos”, afirma.

 

De acordo com o médico, homens jovens são os que mais costumam soltar fogos de artifício e, consequentemente, são os que mais se ferem. “Muitos já estão alcoolizados e acabam perdendo o reflexo. Com isso, o risco de uma explosão perto do rosto ou na mão é muito maior. A maioria que chega aqui com queimaduras acha que basta apenas afastar o rojão do rosto para estar seguro. E, na maioria das vezes, não é isso que ocorre".

 

Castan afirma que o tratamento para quem se fere com os fogos de artifício costuma ser demorado e dolorido. “Dependendo da gravidade, o tratamento pode demorar meses, pois pode demandar cirurgias de ligamento e de reconstrução, além de cuidados que vão além do hospital, uma vez que os ferimentos precisam de limpeza adequada mesmo para quem não está internado”.

 

 

Para evitar acidentes:

- Utilize fogos ao ar livre e não aponte para pessoas;

- Não manuseie explosivos após consumir bebida alcoólica;

- Não solte rojões segurando na mão

- Depois de usar o rojão, mergulhe-o em um balde de água antes de descartá-lo;

- Em caso de acidente, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou o Corpo de Bombeiros.