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10/05/2019 07h12

A força dos sindicatos na construção civil faz com que setor sobreviva em meio à crise

Stephanie Romero


A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) é hoje uma das entidades de classe mais respeitadas em todo o estado. Com atuação, presença e força na esfera municipais e estadual abriga e defende os interesses dos mais de 300 mil comerciantes de Mato Grosso.

 

O setor de construção civil soma mais 5.000 empresas em todo Mato Grosso. Considerando microempreendedores individuais e empresas de pequeno, médio e grande porte, são mais de 32.844 empregados.

 

Um setor forte precisa de um sindicato que tenha força também. O Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais, Comerciais e Condomínios de Cuiabá e Várzea Grande (SECOVI) é a Entidade Sindical Patronal, integrante do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio – Sicomércio.

 

Como entidade, o Secovi -MT representa todo o mercado imobiliário do estado e junto à Fecomércio, a entidade tem fortalecido um setor, que apesar da crise, está em expansão.

 

“Nosso setor tem demandas que só conseguimos revolver ou mesmo codificá-las porque contamos com o auxílio de um Sindicato, seja o nosso ou o de esfera macro como a Fecomércio”, pontua Marco Sergio Pessoz, presidente do Secovi.

 

Essa entidade de classe é responsável por assinar e representar os condomínios de Várzea Grande e interior a respeito da Convenção Coletiva. Só em Cuiabá atende mais de 800 prédios.

 

O presidente da Secovi, Marcos Sergio Pessoz, diz também que sem uma entidade representativa fica mais burocrático e difícil resolver demandas juntos aos órgãos como Câmaras Municipais e Prefeituras.

 

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil brasileira deve crescer 2,0% em 2019, de acordo com projeção da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isto representa o fim de um ciclo de cinco anos de quedas consecutivas no nível de atividade do setor. O PIB da construção encolheu 28% entre os anos de 2014 e 2018. No acumulado dos últimos 12 meses até novembro de 2018, a baixa estava em 2,3%.

 

Parte da responsabilidade desse decréscimo é atribuída ao advento da Copa do Mundo de 2014, uma vez que o setor da construção civil foi um dos que mais receberam investimentos e não houve praticamente retorno dos valores investidos, seja na construção de obras públicas ou privadas. No caso de Mato Grosso, o setor continuou recebendo investimentos, mas de acordo com o Secovi, ainda é preciso avançar mais.

 

Para o Pessoz, os investimentos na construção civil devem aumentar consideravelmente após a aprovação da Reforma da Previdência, projeto em tramitação no Congresso Nacional.

 

“O empresário tem feito o investimento básico e trivial, o setor ainda se segura quanto aos investimentos mais pesados. Com a aprovação da reforma teremos mais segurança no crescimento da economia do país”, disse.

 

O Secovi-MT tem como associadas as maiores construtoras e empresas do ramo imobiliário e todos os associados de pequeno, médio ou grande porte gozam de serviços de assistência judiciária para a categoria e luta pela integração da classe além de promover a atualização profissional, com cursos e palestras relevantes sobre o setor, e a comunicação entre a categoria.