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09/08/2019 16h23 - Atualizado em 11/08/2019 09h30

Ministério e Secretaria de Saúde alertam para prevenção ao sarampo

Rose Velasco | SES-MT


Doença considerada extinta no Brasil, o sarampo já teve 907 casos confirmados e 2.740 casos suspeitos em todo o país. O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde Mato Grosso emitiram um alerta para conscientizar a sociedade sobre a importância da vacina – única e eficaz prevenção ao sarampo.

 

Em Mato Grosso, os últimos registros de casos de sarampo confirmados foram em 1998 e 1999. De acordo com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), ocorreram casos suspeitos, investigados e descartados por critério laboratorial em 2018 e 2019.

 

Com o retorno da doença, a entrada de estrangeiros e a constante circulação de viajantes pelo país, as autoridades da Saúde estão preocupadas, especialmente, devido à baixa cobertura vacinal em todo o território brasileiro; visto que as pessoas estão deixando de se prevenir de doenças e estão suscetíveis ao contágio e a disseminação.

 

“Alertamos aos turistas, estudantes, migrantes que, quando há intensificação de viagens internacionais e mesmo nacionais para as localidades com surtos, há também maior risco de exposição. Logo, recomenda-se que os viajantes tenham suas vacinas atualizadas antes de viajar (preferencialmente 15 dias antes). Consonante a isso, é importante reforçar a vacinação de profissionais que atuam no setor de turismo, como motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes e outros que tenham contato com viajantes, caminhoneiros e imigrantes; ressaltando também os profissionais de saúde. Recomenda-se às Secretarias Municipais de Saúde o alerta ao viajante/imigrante que apresenta febre e exantema; este deve evitar deslocamentos ou contato desnecessário com outras pessoas até ser avaliado por um profissional de saúde que viabilize o esclarecimento do diagnóstico e tratamento adequado”, destaca a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de MT, Alessandra Moraes.

 

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, podendo evoluir para complicações graves e óbitos. A doença é transmitida por meio das secreções expelidas pelo doente ao falar, tossir e espirrar. O comportamento endêmico/epidêmico do sarampo varia de um local para outro e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, bem como da circulação do vírus na área.

 

Quanto às medidas de prevenção, a vacina tríplice viral é a forma mais segura de prevenção ao sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. Nas unidades municipais de Saúde, a vacina tríplice viral está prevista para pessoas com um ano de idade e o reforço aos 15 meses com a tetra viral, integrando a rotina do calendário da criança, adolescente e adultos seletivamente.

 

De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade, devem tomar as duas doses: tríplice viral e tetra viral. Para crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente, duas doses da vacina tríplice. Para pessoas de 10 a 29 anos, o ideal são duas doses da vacina tríplice viral; de 30 a 49 anos, uma dose da vacina tríplice viral.

 

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo, não precisa receber a vacina novamente. A vacina tríplice viral não é recomendada para crianças menores de seis meses, gestantes e indivíduos que apresentem contraindicações.

 

Quanto ao profissional de saúde, a SES-MT alerta para médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos, voluntários, estagiários, funcionários administrativos e funcionários de serviços ambientais, que têm um risco maior de exposição ao sarampo e de transmissão do vírus às pessoas. Todos os profissionais de saúde devem ter duas doses da vacina que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. Portanto, é fundamental a revisão imediata da situação vacinal do sarampo entre as equipes e da vacinação dos trabalhadores de saúde sem evidência de imunidade.

 

Todo caso suspeito de sarampo e rubéola é de notificação imediata (24H) e investigação do caso (48h) com bloqueio vacinal (72h), assim como a solicitação de exame para sorologia e isolamento viral.

 

Para mais informações, o estado orienta contato com áreas técnicas da SES-MT por e-mail (gevepi@ses.mt.gov.br e notifica@ses.mt.gov.br) ou pelos telefones: (65) 36135379/5382 | 3661-5356 ou 0800 647 1201.