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13/08/2019 17h28

Brasil registra 2º maior número de casos de sarampo nas Américas

ONU


A região das Américas confirmou 2.927 casos de sarampo neste ano. Os dados são da mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que reuniu dados disponíveis até 7 de agosto.

 

A doença foi identificada em 14 países, de 1º de janeiro a 27 de julho.

 

O maior número de episódios da infecção foi registrado nos Estados Unidos (1.172), seguido pelo Brasil (1.045) e Venezuela (417).

 

Os demais casos foram notificados pela Argentina (5), Bahamas (1), Canadá (82), Chile (4), Colômbia (175), Costa Rica (10), Cuba (1), Curaçao (1), México (3), Peru (2) e Uruguai (9).

 

A OPAS recomenda que os países orientem todos os viajantes internacionais a receber as vacinas contra o sarampo e a rubéola.

 

A vacina deve ser administrada pelo menos duas semanas antes da viagem para as áreas com transmissão de sarampo.

 

A orientação vale para bebês a partir dos seis meses de idade e todos os grupos de idade mais avançada.

 

De acordo com a agência da ONU, a incidência atual do sarampo é 70% maior do que a registrada em 18 de junho, data em que a atualização epidemiológica anterior foi publicada.

 

Para controlar a propagação da doença, o organismo pede que os países das Américas mantenham a cobertura vacinal da população-alvo em pelo menos 95% — com duas doses da vacina, segundo o calendário vacinal de cada país.

 

A OPAS ressalta ainda a importância de vacinar populações em risco, como os profissionais de saúde e das áreas de turismo e transporte, que incluem os ramos de hotelaria e transporte aeroviário e categorias como os motoristas de táxi.

 

A agência aponta a necessidade de identificar fluxos migratórios do exterior e deslocamentos internos de cidadãos dentro do próprio país.

 

Além disso, a instituição aponta que, durante os surtos, deve ser implementada uma estratégia adequada de manejo dos casos, para evitar a transmissão dentro dos serviços de saúde.

 

Essas medidas incluem, por exemplo, a garantia de um fluxo apropriado de pacientes para salas de isolamento.

 

Sarampo

O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa, causada por um vírus. Pode ser prevenida por uma vacina segura e eficaz, cujas doses devem ser administradas conforme o calendário nacional de vacinação de cada país.

 

Em 2018, quase 350 mil casos de sarampo foram registrados no mundo, mais do que o dobro do notificado em 2017.

 

Globalmente, desde 2010, a cobertura de vacinação com as três doses contra a difteria, o tétano e coqueluche (DTP3) e uma dose contra o sarampo estagnou em torno de 86%.

 

Embora alto, o número não é suficiente para impedir a proliferação das infecções.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é necessária uma cobertura de 95% — não apenas no nível nacional, mas também no nível local – para proteger contra surtos de doenças evitáveis por vacinas.

 

Vacinação no Brasil

Na última terça-feira (6), o Ministério da Saúde do Brasil fez um alerta aos pais, mães e responsáveis que vão viajar com os filhos com idade entre seis e 12 meses para municípios brasileiros com surto ativo do sarampo.

 

A recomendação é de que todas essas crianças sejam vacinadas contra a doença, com um período mínimo de 15 dias antes da data prevista para a viagem.

 

Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a transmissão do vírus do sarampo no país.

 

Atualmente, 43 cidades em três estados brasileiros — São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — se mantêm com surto ativo, ou seja, com crescimento no número de casos confirmados da doença.

 

A OPAS reuniu sete fatos sobre a prevenção e tratamento do sarampo no Brasil.

 

Confira abaixo:

No Brasil, o esquema vacinal funciona da seguinte forma: crianças de 12 meses até meninos e meninas com menos de cinco anos de idade recebem uma dose da vacina aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de vida (tetra viral) – em casos de surtos, recomenda-se a aplicação de uma dose em crianças de seis até 11 meses.

 

Já pessoas de cinco anos a 29 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente, recebem duas doses da vacina tríplice viral. Adultos de 30 a 49 anos recebem uma dose da vacina tríplice viral.

 

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo (tríplice viral, dupla viral ou tetraviral), conforme recomendado para a sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

 

O vírus do sarampo é espalhado por tosse e espirros, contato pessoal próximo ou contato direto com secreções nasais ou da garganta.

 

Entre os sintomas, estão erupção cutânea (vermelhidão na pele), febre, nariz escorrendo, olhos vermelhos e tosse.

 

Dentre as complicações mais graves, estão cegueira, encefalite (infecção acompanhada de edema cerebral), diarreia grave (que pode provocar desidratação), infecções no ouvido ou infecções respiratórias graves, como pneumonia.

 

Pessoas com sinais de sarampo devem ser levadas para um centro de saúde imediatamente. O vírus permanece ativo e contagioso no ar ou em superfícies infectadas por até duas horas e pode ser transmitido por uma pessoa infectada a partir de quatro a seis dias antes do aparecimento das erupções cutâneas (vermelhidão na pelo).

 

A transmissão também acontece quatro dias depois do aparecimento das erupções.

 

No Brasil, quando a pessoa for se vacinar, é importante levar junto o próprio cartão de vacinação e o das filhas ou filhos. Assim, os profissionais de saúde poderão ver se serão necessárias outras vacinas.

 

Se a pessoa não tiver o cartão de vacinação, as vacinas também estarão disponíveis para ela. Mas é importante que se lembre de guardá-lo da próxima vez.

 

Às vezes, um leve inchaço e vermelhidão podem ocorrer no local da injeção da vacina. Isso não deve ser motivo de preocupação e, normalmente, desaparece com compressas mornas e paracetamol.