Rota do Oeste chama atenção de motociclistas para alterações do CTB

LAURA BEATRIZ RESENDE SOUZA


Com as alterações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que entraram em vigor esta semana, algumas penalidades com foco nos motociclistas ficaram mais leves, mas os condutores deste tipo de veículo devem redobrar a atenção e os cuidados com a segurança, principalmente quando forem trafegar em rodovias. Um levantamento realizado pela Rota do Oeste demonstra que em 2020 as motocicletas estiveram presentes em 21% das ocorrências atendidas na BR-163, embora tenham uma pequena participação no fluxo de veículos representando 2%. Considerando somente os acidentes com motociclistas, em 22% das situações os ocupantes deste tipo de veículo ficaram ilesos e em 78% dos casos tiveram feridos ou mortos.

O gerente de Operações da Rota do Oeste, Wilson Ferreira, chama a atenção para as duas condutas que tiveram a penalidade abrandada: uso dos faróis durante o dia e a condução sem o capacete de segurança. Antes, as condutas eram consideradas gravíssimas e agora passam a ser infrações médias, com multa no valor de R$ 130,16. Em contrapartida, a adoção de vestuário de acordo com as normas e as especificações aprovadas pelo Contran passou de infração leve para média.

“Alertamos ao motociclista que a vida dele e de quem trafega na garupa é muito mais importante que o valor de uma multa. Não é porque reduziu o valor da multa, que devemos descuidar da nossa segurança e de terceiros. O levantamento da Rota do Oeste demonstra claramente o alto percentual de feridos em acidentes com motos. Por isso, estamos sempre reforçando a importância dos cuidados, da obediência às leis de trânsito e o respeito à vida”, comenta.

Crianças x moto - Outra mudança no CTB é relacionada ao transporte de “crianças menores de dez anos de idade ou que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar da própria segurança”. A conduta é considerada gravíssima com penalidade de multa e suspensão do direito de dirigir. A autoridade de trânsito pode também reter o veículo até regularização e recolher o documento de habilitação.

Ferreira volta a reforçar sobre a necessidade de evitar condutas que contrariam as leis, sempre lembrando que todo trabalho é voltado à proteção. “A Concessionária sempre faz alertas e orientações por entender a importância da conscientização no processo de educação no trânsito. Entendemos que muitas famílias não têm outro meio de transporte, mas isso não justifica o transporte inadequado de uma criança. Já tivemos ocorrências muito marcantes envolvendo inclusive um recém-nascido na rodovia”, lembra.

Ocorrências mais comuns – O relatório da Rota do Oeste aponta que os três acidentes com motocicletas mais comuns são as quedas (36%), as colisões transversais (22%) e as traseiras (12%). Os tipos de ocorrências demonstram a conduta em desacordo com as normas de segurança associada à falta de cuidado para trafegar em uma rodovia com movimento intenso como a BR-163.

“As quedas e as colisões transversais e traseiras demonstram um excesso de confiança e a falta de atenção do condutor da motocicleta, que muitas vezes trafega em alta velocidade, realizando manobras inadequadas e inseguras para uma rodovia, ou mesmo um tráfego normal, e a falta de vigilância no momento de acessar a pista. Normalmente as colisões transversais são reflexo de uma conduta que alia a velocidade em desacordo com a via, a inobservância do fluxo de veículos e as manobras impróprias, como passar por cima de canteiros”, cita o gerente de Operações.



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