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02/01/2020 11h44

Bolsa-Atleta coleciona resultados positivos em 2019

Governo do Brasil


O Bolsa-Atleta é considerado o maior programa de patrocínio individual do mundo, com seis categorias de bolsas - estudantil, atleta de base, atleta nacional, internacional, olímpico, paralímpico e atleta pódio - o programa já concedeu mais de 63 mil bolsas para 26 mil atletas de todo o país.

 

Os recursos são repassados diretamente aos esportistas, sem intermediários. O coordenador-geral do programa Bolsa-atleta, da Secretaria do Esporte, do Ministério da Cidadania, Mosiah Rodrigues, destacou que esse é o diferencial do programa.

 

"O atleta é gestor desse recurso, ele pode observar a especifidade da sua modalidade. Ele pode investir, por exemplo, em transporte, suplementação, profissional de fisioterapia, auxiliar técnico, preparador físico", explicou.

 

Desde 2005, o valor destinado para a política supera a marca de R$ 1,1 bilhão. Em 2018, os beneficiados pelo programa conquistaram 37 medalhas em campeonatos mundiais.

 

Neste ano, nos jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, 103 competidores que recebem o Bolsa-atleta conquistaram medalhas.

 

Mosiah Rodrigues diz que os números também mostram o bom desempenho de quem recebeu o Bolsa-atleta nas Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Nos Jogos, 82% dos esportistas convocados para defender o Brasil eram bolsistas.

 

"Apenas a medalha do futebol masculino não contou com a participação de bolsistas do programa Bolsa-atleta. Já nos Jogos Paralímpicos de 2016, esse número foi 100%", aponta.

 

Na edição da Paralimpíada, foram 72 medalhas conquistadas, em 13 modalidades diferentes: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, além de 99 finais disputadas.

 

Todas por atletas que recebiam o apoio financeiro do Governo Federal.

 

História de superação e Paralimpíadas

Aos três anos de idade, a brasiliense Thais Carvalho sofreu duas fraturas na perna e foi diagnosticada com pseudoartrose congênita. A doença é rara e não permite que o osso se calcifique normalmente.

 

Depois de vários tratamentos, já adulta, ela decidiu amputar a perna direita. O que poderia ter sido um momento de tristeza, no entanto, foi o momento da virada.

 

Thais encontrou no tiro com arco um talento e passou a defender o Brasil na modalidade como atleta paralímpica.

 

"Eu sempre fui muito ativa, sempre gostei muito de me envolver em atividade física, mas no esporte paralímpico eu consegui conquistar espaço de competir de igual para igual.

 

O esporte traz muita vida para qualquer pessoa que o pratica.

 

É saúde, é felicidade, é bem-estar. Eu sou apaixonada", relatou a paratleta que já conquistou medalhas em competições nacionais e internacionais.

 

Thais recebe o Bolsa-atleta desde 2014 e conta que o benefício é fundamental para sua preparação. "O nosso esporte requer investimentos bem caros.

 

Então, tem que comprar arco, flecha, esse tipo de coisa que você só encontra lá fora.

 

Todo esse apoio do Bolsa-atleta possibilita que eu permaneça e cresça no esporte", disse a paratleta que já conquistou medalhas em competições nacionais e internacionais.

 

Futuro do esporte

O Bolsa-Atleta é uma das prioridades do Governo Federal. No início deste ano, foram adicionados R$ 70 milhões ao orçamento do programa, o que dobrou o número de atletas bolsistas, passando de 3.058 para 6.199 atletas.

 

Para 2020, o foco é fortalecer os representantes do Brasil nas Olijmpíadas de Tóquio, no Japão. De acordo com o coordenador-geral, Mosiah Rodrigues, "a expectativa é sempre de melhora, de se manter no patamar que conquistou e melhorar a condição no quadro de medalhas.

 

[O Bolsa-atleta] impacta no padrão de qualidade que o Brasil tem demonstrado internacionalmente".

 

O último edital, lançado em outubro de 2019, bateu recorde com 7.660 inscritos. Os resultados saem no início de 2020.